quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Algumas sugestões que temos para si

Em todas as sessões do Clube de leitura, depois de analisar o livro de leitura colectiva, o grupo também partilha algumas sugestões para outras leituras.
Aqui deixamos-lhe alguns desses títulos que poderá encontrar na sua biblioteca. Aceite a nossa sugestão!



A colmeia,  Camilo José Cela
A Jangada de pedra,  José Saramago
A máquina de fazer espanhóis,  Valter Hugo Mãe
A misteriosa chama da rainha Loana,  Umberto Eco
A vida é breve,  Joostein Gaarder
A rapariga que roubava livros,  Markus Zusak
Bilhete de identidade,  Maria Filomena Mónica
Ditos e feitos dos padres do deserto,  Piero Draghi
História do pudor,  Jean Claude Bologne
O anatomista,  Frederico Andahazi
O ano da morte de Ricardo,  Reis José Saramago
O conto da sereia,  Gonçalo Torrente Ballester
O deserto dos tártaros,  Dino Buzzati
Operação antropóide,  Laurent Binet
Vataça: a favorita de D. Dinis,  Francisco do Ó Pacheco
A derrocada da Baliverna,  Dino Buzzati

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A crónica do rei pasmado: scherzo em re(i) maior alegre, mas não demasiado

 A crónica do rei pasmado: scherzo em re(i) maior alegre, mas não demasiado (Crónica del Rey Pasmado no título original) de Gonzalo Torrente Ballester foi o livro que escolhemos para a leitura de grupo na última sessão. 

Trata-se de uma história simples, com personagens bem construídas,  passada na corte espanhola no séc. XVII, durante o reinado de Filipe IV.

O rei fica pasmado, depois de ver a nudez luxuriante de Marfisa, uma cortesã, e é acometido pelo repentino e obsessivo desejo de ver a rainha nua. 
Numa corte puritana e de costumes exageradamente  beatos tal desejo criou uma enorme bisbilhotice…

... e a nós, no Clube de Leitura, proporcionou-nos mais uma longa e animada conversa.



A crónica do rei pasmado foi adaptado ao cinema em 1991 por Imanol Uribe e conta com a presença do actor Joaquim de Almeida no papel do jesuíta padre Almeida.


Gonzalo Torrente Ballester (1910-1999) professor, romancista, crítico literário e teatral, dramaturgo e jornalista espanhol. 
Ganhou o Prémio Cervantes, o mais significativo prémio literário para escritores da língua espanhola. Numa entrevista publicada na fase final da sua vida no diário madrileno El País, Torrente Ballester afirmou: "Nunca nenhum romance me deu tanta satisfação como ver crescer sãos cada um dos meus (onze) filhos." Nunca deixou de escrever, porque era disso que vivia, quando não podia mais escrever, ditava os livros, “mas não é a mesma coisa” disse em entrevista ao jornal espanhol El mundo (21/09/1997).

Bibliografia (Alguns títulos disponíveis na sua Biblioteca) :
O conto da sereia (1986) Fragmentos de Apocalipse (1991); A Ilha dos Jacintos Cortados (1994); A Saga/Fuga de J.B.(1995); Don Juan (1995); A Bela adormecida vai à escola (1996); Os Prazeres e as sombras(1997). 

Na próxima sessão que está combinada para dia 5 de Março vamos ler  Madame Bovary de Gustave Flaubert. Aceite a nossa sugestão!












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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Outras sugestões do Clube de Leitura


O Clube de Leitura realiza-se na primeira quarta-feira de cada mês, na Biblioteca Municipal pelas 21h00. 
Em cada sessão comenta-se um livro,  que é a leitura comum para todos os membros e que deixamos aqui como sugestão, mas... também lhe deixamos aqui outras sugestões que poderá encontrar na Biblioteca!





A Cidade de Ulisses, Teolinda Gersão
Caixa inglesa, Olga Gonçalves
O garden-party, Katherine Mansfield
Capitães da areia, Jorge Amado
Suicídios Exemplares, Enrique Vila-Matas
O mistério da cripta assombrada, Eduardo Mendoza
O hipopótamo de Deus, José Tolentino Mendonça
O grito da gaivota, Emmanuelle Laborit
Na outra margem da memoria, Vladimir Nabokov
O adeus às armas, Ernest Hemingway

Aceite a nossa sugestão.

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Lo-li-ta



“Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: a ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu da boca abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta.”
Assim começa o livro sobre o qual nos debruçamos na última sessão do Clube de Leitura. 

Um dos romances, em língua inglesa,  mais célebres do séc.XX, escrito por Vladimir Nabokov e que não deixa ninguém indiferente, de sentimentos antagónicos, amoral (segundo o próprio autor “Lolita não traz a reboque moral alguma), que escandaliza e que nos coloca na dúvida de quem será a presa e quem é o predador.

O livro fala de um homem de meia-idade, obsessivo e cínico, seduzido por uma garota de doze anos, ingenuamente  perversa. Biográfico perguntaremos ao lê-lo?!  “Lolita”, segundo Nabokov, não foi inspirada em nenhuma personagem real, muito menos o sedutor de meia idade Humbert Humbert. "Lolita é ficção da minha imaginação. Quando pensei no tema, não pensei em nenhuma garota especificamente. Na verdade, eu não conheço meninas tão bem, apenas as havia encontrado socialmente ao longo da vida. Humbert também nunca existiu. É um homem que eu inventei, um homem com uma obsessão, assim como muitos dos meus personagens sofrem de algum tipo de obsessão. Enquanto eu escrevia o livro, vários casos de homens mais velhos perseguindo jovens garotas começaram a ser publicados nos jornais, mas eu encarava isso apenas como uma interessante coincidência", declarou o autor em entrevista a BBC inglesa concedida em 1962.

“Lolita” tornou-se num clássico, exaustivamente analisado e discutido nos círculos psiquiátricos, a versão moderna da história do “Capuchinho vermelho e do lobo mau”. Hoje faz parte do imaginário coletivo, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, que foi adaptado em  duas versões cinematográficas e continua a inspirar artistas plásticos, fotografos, cantores, escritores, comportamentos, tendências de moda...








Na próxima sessão, marcada para dia 5 de Fevereiro,  iremos ler "Crónica do rei pasmado" de Gonzalo Torrente Ballester. 








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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir...






... estas são as palavras que estão no início das "aventuras de João sem medo" e que nos levaram a mais uma animada conversa à volta deste livro.

Escrito por José Gomes Ferreira, publicado inicialmente em contos, toma a forma de livro em 1933.

Trata-se de uma história "fantástica que recorre ao imaginário mágico, por vezes de inspiração surrealista, este romance é um prodígio de efabulação e engenho narrativo"
O autor reconhece que a obra é "uma mescla de romance popular e de panfleto mágico" e advertia que muitos a iam ver como "uma sátira à casca de certos aspectos do ambiente pátrio", numa altura em que imperava a "Chatice", como num período em que a censura política dominava o país: "Bruxas? Não existem - dirão os senhores peremptórios, naturalistas e suficientes. Pois não. Mas a caça às bruxas, isso afirmo-vos eu que há".











A próxima sessão está combinada para  8 de Janeiro e iremos ler "Lolita" de Vladimir Nabokov. Aceite a nossa sugestão!






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terça-feira, 12 de novembro de 2013

O livro que se segue


O livro que destacamos é o “Dinossauro Excelentíssimo” de José Cardoso Pires. Escrito, segundo o próprio autor, em Londres no ano de 1970.
 
José Cardoso Pires conta que a publicação do livro foi permitida quando "numa discussão na Assembleia Nacional sobre a liberdade de imprensa, um deputado ultrafascista, Casal Ribeiro, em discussão com Miller Guerra, quis demonstrar a existência de liberdade dando como exemplo a publicação de Dinossauro Excelentíssimo. Claro que a partir daqui já não seria possível à censura retirar o livro das livrarias nem a PIDE(Polícia Internacional e de Defesa do Estado) poderia perseguir o seu autor." in Cravos de Abril: antecedentes e ecos – (re)lendo Portugal a partir de “Dinossauro excelentíssimo”, de José Cardoso Pires de Roberto Nunes Bittencourt
 
Um retrato grotesco de Salazar. Uma fabula satírica da vida e governação do estadista! Um livro que se apresenta actual no conteúdo e no grafismo. Contou com várias edições, das quais duas ilustradas, uma por João Abel Manta e outra por Júlio Pomar.
 
 O livro que se segue para leitura em conjunto, sob o tema "livros proibidos", será "Aventuras de João Sem Medo: panfleto mágico em forma de romance" de José Gomes Ferreira.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A próxima sessão está combinada para dia 4 de Dezembro. Aceite a nossa sugestão!
 
 
 
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A próxima sessão

Mudámos o nosso horário, por isso o Clube de leitura da Biblioteca terá as suas sessões na primeira quarta-feira de cada mês às 21h00,  a próxima sessão realizar-se-á dia 6 de Novembro.
Também decidimos alterar a temática à qual submetemos as nossas leituras de grupo. Depois de passarmos pela "Literatura de viagens" e pelos "Romances de formação" desta vez escolhemos “Livros proibidos”. O próximo livro que vamos ler colectivamente será “Dinossauro Excelentíssimo” de José Cardoso Pires.

“ Em entrevista a Artur Portela, Cardoso Pires revelou as dificuldades de editar Dinossauro Excelentíssimo, afinal “publicar um retrato grotesco de Salazar era coisa que nenhuma casa ousaria”. Mas a verdade é que o livro saiu e foi bem acolhido […] O que não quer dizer que o livro não tenha sofrido com a censura.” in Cravos de Abril: antecedentes e ecos – (re)lendo Portugal a partir de “Dinossauro excelentíssimo”, de José Cardoso Pires de Roberto Nunes Bittencourt

Aceite a nossa sugestão!












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